Missal Católico do dia: Segunda-Feira, Marco 7 2016

Segunda-feira da 4ª semana da Quaresma

Segunda-feira da 4ª semana da Quaresma

1. Leitura

Livro de Isaías

65,17-21.

]Assim fala o Senhor: «Eu vou criar os novos céus e a nova terra e náo mais se recordará o passado, nem voltará de novo ao pensamento.
]Haverá alegria e felicidade eterna por aquilo que Eu vou criar: vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo e do seu povo uma fonte de alegria.
]Exultarei por causa de Jerusalém e alegrar-Me-ei por causa do meu povo. Nunca mais se háo de ouvir nela vozes de pranto nem gritos de angústia.
]Já náo haverá ali uma criança que viva só alguns dias, nem um velho que náo complete o número dos seus anos, porque o mais novo morrerá centenário e quem náo chegar aos cem anos terá incorrido em maldiçáo.
]Construiráo casas e habitaráo nelas; plantaráo vinhas e comeráo os seus frutos».

Salmo

Livro dos Salmos

30(29),2.4.5-6.11-12a.13b.

]Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes
e náo deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.
]Tirastes a minha alma da mansáo dos mortos,
vivificastes-me para náo descer á cova.
]Cantai salmos ao Senhor, vós, os seus fiéis,
e dai graças ao seu nome santo.
]A sua ira dura apenas um momento
e a sua benevolência a vida inteira.
Ao cair da noite vêm as lágrimas
e ao amanhecer volta a alegria.
]Ouvi, Senhor, e tende compaixáo de mim,
Senhor, sede Vós o meu auxílio.
]Vós convertestes em júbilo o meu pranto:
]Senhor, meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

Evangelho

Evangelho segundo São João

4,43-54.

]Naquele tempo, Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia.
]Ele próprio tinha declarado que um profeta nunca era apreciado na sua terra.
]Ao chegar á Galileia, foi recebido pelos galileus, porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém, por ocasiáo da festa, a que também eles tinham assistido.
]Jesus voltou novamente a Caná da Galileia, onde convertera a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real cujo filho se encontrava doente.
]Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho, que estava a morrer.
]Jesus disse-lhe: «Se náo virdes sinais e prodígios, náo acreditareis».
]O funcionário insistiu: «Senhor, desce, antes que meu filho morra».
]Jesus respondeu-lhe: «Vai, que o teu filho vive». O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho.
]Já ele descia, quando os servos vieram ao seu encontro e lhe disseram que o filho vivia.
]Perguntou-lhes entáo a que horas tinha melhorado. Eles responderam-lhe: «Foi ontem á uma da tarde que a febre o deixou».
]Entáo o pai verificou que áquela hora Jesus lhe tinha dito: «O teu filho vive». E acreditou, ele e todos os de sua casa.
]Foi este o segundo milagre que Jesus realizou, ao voltar da Judeia para a Galileia.


S. Pedro Sukeyiro(terceiro franciscano, mártir, +1597)

S. Pedro SukeyiroPedro Sukeyiro havia se tornado cristáo e franciscano secular em Meaco, com os missionários franciscanos, aos quais tinha prestado toda a colaboraçáo na qualidade de catequista para a instruçáo e formaçáo dos neófitos, na assistência aos enfermos nos hospitais da missáo e na educaçáo dos meninos das diversas escolas.Quando em 1596 desencadeou-se a perseguiçáo de Hideyoshi que, como furacáo, se abateu sobre homens e instituições, tudo destruindo, os missionários e os terciários japoneses de Meaco e Osaka foram aprisionados e levados a Nagasaki a fim de serem crucificados. Durante a viagem Pedro Sukeyiro e Francisco Fahelante, dois cristáos originários de Meaco, a quem os missionários tinham como colaboradores inscritos na Ordem Terceira de Sáo Francisco, quiseram acompanhar os prisioneiros para servi-los e apoia-los, ajudando-os nas dificuldades do caminho.Ocupados com esse serviço voluntário, fizeram-no táo perfeitamente, que impressionaram um dos guardas, que exclamou: "Os cristáos sáo realmente valentes, unidos entre si com laços de verdadeira caridade e fraternidade". Em vista de sua persistência neste serviço, também a eles foi decretada a ordem de captura. E dessa maneira foram associados aos outros prisioneiros e martirizados com eles.Na manhá de 5 de fevereiro de 1597 os santos mártires chegaram a Nagasaki. Escolheu-se como lugar de suplício uma parte plana de uma colina próxima do mar, que se parece muito com o Calvário, tanto na forma como nas sendas tortuosas por onde se chega a ela e de onde se pode ver a cidade.O governador tinha feito levantar 26 cruzes: as seis do meio para os franciscanos e as outras para os japoneses. Daquele dia em diante o local passou a ser chamado "Monte dos Mártires" ou "Colina Santa", pelo sangue de cristáos derramado por quase meio século.Nas primeiras horas da noite Fazamburo tinha publicado um edito no qual anunciava a execuçáo dos mártires e se proibia a todos, sob pena de morte sair da cidade para acompanhar os condenados.Nas portas da cidade foram colocados soldados com a ordem de náo deixar passar ninguém. Precauções inúteis! Quando se soube que os condenados estavam chegando, todos, cristáos e pagáos, precipitaram-se até as portas da cidade e como torrente envolveram os guardas, precipitando-se para os mátires, a fim de acompanhá-los ao local do suplício.Pedro Sukeyiro e os demais companheiros, na manhá de 5 de fevereiro de 1597, como invictos heróis, cantando, sofreram o martírio da crucifixáo.


Santas Perpétua e Felicidade(mártires, +203)

Hoje veneramos duas Santas que encheram a antiguidade cristá de entusiasmo e de esperança. Numa perseguiçáo desencadeada em Cartago no princípio do século III, foram presos nesta cidade cinco catecúmenos, entre os quais uma escrava chamada Felicidade e uma mulher, ainda nova e de posiçáo social elevada, chamada Perpétua. A primeira estava grávida de oito meses e a segun­da tinha uma criança de peito.Durante o tempo em que estiveram presas foram ambas baptizadas e Perpétua redigiu um diário considerado um dosmais antigos textos cristáos chegado aos nossos dias: a Paixáo das Santas Perpétua e Felicidade (em Latim:Passio sanctarum Perpetuae et Felicitatis).No in­terrogatório a que foram sujeitas ambas confessaram abertamente a sua fé, tendo sido condenadas a ser lançadas ás feras no aniversário do imperador Geta.Felicidade receava que devido ao seu estado náo lhe permitissem morrer com a companheira, mas, três dias antes dos espetáculos públicos deu á luz uma menina, que lhe foi retirada e adotada por uma mulher cristá. Quanto a Perpétua, foi também separada do seu filho.Assim, no dia do martírio, Perpétua e Felicidade entraram alegremente no anfiteatro com os outros três companhei­ros. Envolveram-nas numa rede e entregaram-nas ás arremetidas duma vaca furiosa. O povo depressa se cansou de ver torturar as duas jovens máes e pediu que se acabasse com aquele espetáculo. Abraçaram-se entáo pela última vez. Felicidade recebeu impávida o golpe de misericórdia. Perpétua caiu nas máos dum gladiador desastrado que falhou o golpe, “tendo-se visto ela própria na necessidade de dirigir contra o pescoço a máo trémula do gladiador inexperiente”. Estes martírios deram-se na era de 203.Mesmo os mais jovens, quando possuem a fé, sáo capazes de vencer imperadores e reis, e transformar o mundo.Fontes:Santos de cada Dia – Editorial A.O. - Bragahttps://santo.cancaonova.com/santo/santas-perpetua-e-felicidade/

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Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2016 / Missal Católico de marco 2016

Publicado: 2026-07-14T18:16:09Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:09Z