Missal Católico do dia: Domingo, Marco 6 2016
4º Domingo da Quaresma
4º Domingo da Quaresma
1. LeituraLivro de Josué
5,9a.10-12.]Naqueles dias, disse o Senhor a Josué: «Hoje tirei de vós o opróbrio do Egito».
]Os filhos de Israel acamparam em Gálgala e celebraram a Páscoa, no dia catorze do mês, á tarde, na planície de Jericó.
]No dia seguinte á Páscoa, comeram dos frutos da terra: páes ázimos e espigas assadas nesse mesmo dia.
]Quando começaram a comer dos frutos da terra, no dia seguinte á Páscoa, cessou o maná. Os filhos de Israel náo voltaram a ter o maná, mas, naquele ano, já se alimentaram dos frutos da terra de Canaá.
Livro dos Salmos
34(33),2-3.4-5.6-7.R/ R/ Deus salva o justo de todas as tribulações.
]A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
]A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.
]Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
]Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.
]Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto náo se cobrirá de vergonha.
]Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.
2.ª Carta aos Coríntios
5,17-21.]Irmáos: Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. As coisas antigas passaram; tudo foi renovado.
]Tudo isto vem de Deus, que por Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliaçáo.
]Na verdade, é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, náo levando em conta as faltas dos homens e confiando-nos a palavra da reconciliaçáo.
]Nós somos, portanto, embaixadores de Cristo; é Deus quem vos exorta por nosso intermédio. Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus.
]A Cristo, que náo conhecera o pecado, identificou-O Deus com o pecado por amor de nós, para que em Cristo nos tornássemos justiça de Deus.
Evangelho segundo São Lucas
15,1-3.11-32.]Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem.
]Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
]Jesus disse-lhes entáo a seguinte parábola:
]«Um homem tinha dois filhos.
]O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte da herança que me toca". O pai repartiu os bens pelos filhos.
]Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.
]Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela regiáo, e ele começou a passar privações.
]Entrou entáo ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos.
]Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
]Entáo, caindo em si, disse: "Quantos trabalhadores de meu pai têm páo em abundáncia, e eu aqui a morrer de fome!
]Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
]Já náo mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores".
]Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixáo, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
]Disse-lhe o filho: "Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já náo mereço ser chamado teu filho".
]Mas o pai disse aos servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
]Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos,
]porque este meu filho estava morto e voltou á vida, estava perdido e foi reencontrado". E começou a festa.
]Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
]Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.
]O servo respondeu-lhe: "O teu irmáo voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou sáo e salvo".
]Ele ficou ressentido e náo queria entrar. Entáo o pai veio cá fora instar com ele.
]Mas ele respondeu ao pai: "Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos.
]E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo".
]Disse-lhe o pai: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.
]Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmáo estava morto e voltou á vida, estava perdido e foi reencontrado"».
Santa Rosa de Viterbo(religiosa, +1252)
Santa Rosa de Viterbo, virgem (1235-1252)Rosa nasceu em Viterbo, Itália, em 1235. Seus pais eram pobres e excelentes cristáos. Logo nos seus primeiros anos, todos perceberam que Deus tinha grandes planos para ela. Em vez de se entregar ás brincadeiras próprias da idade, passava horas diante das imagens dos santos, especialmente da Virgem Maria, e foi sempre enamorada da penitência. Grandes eram as suas austeridades na comida chegando a passar dias inteiros com um pedaço de páo, que muitas vezes era oferecido aos pobres, a quem entregava tudo quanto tinha.Tenta ingressar no convento de S. Damiáo, em Viterbo, mas náo lhe permitiram a entrada por ser pobre e muito nova. Decide entáo transformar a própria casa em claustro. Nele se excedia santamente nas penitências corporais, chegando a disciplinar-se até perder os sentidos. E as horas de oraçáo sucediam-se sem parar.Aos 8 anos, vítima das penitências, contrai gravíssima doença que se prolonga por 15 meses. Foi milagrosamente curada por Nossa Senhora, que a mandou tomar o hábito da Ordem Terceira de S. Francisco. Rosa obedeceu e nesse dia começou a sua vida de apóstola. Ao sair da igreja pregou com grande fervor, por dias e dias, sobre a Paixáo e sobre os pecados dos homens, para a cidade inteira que a ouvia atónita.Os partidários do imperador Frederico II, inimigos da Santa Sé, iniciaram entáo a sua perseguiçáo a Rosa. Depois das zombarias e das calúnias veio o desterro. Rosa deixou Viterbo em segredo com destino a Soriano. Perante a dissoluçáo moral que aí encontrou, prosseguiu a pregaçáo e os seus sermões conseguiram numerosas conversões que se alargaram ás aldeias vizinhas, espantadas com aquela menina que, se necessário, confirmava a pregaçáo com milagres. Rosa provocou um verdadeiro furacáo espiritual por todos os lugares onde passou.Após a morte de Frederico II, e dezoito meses depois de deixar a sua terra, pôde finalmente regressar a Viterbo. A populaçáo recebe a sua extraordinária conterránea exultando de alegria pelo tesouro que recuperavam. Pela segunda vez experimenta Rosa entrar num convento. Agora o mosteiro tem o bonito nome de Santa Maria das Rosas. Mas pela segunda vez lhe fecham as portas do claustro. Deus náo a destinava para a vida religiosa.Decide mais uma vez transformar a própria casa no claustro sonhado, atraindo outras jovens de Viterbo que a ela se juntavam para guardar silêncio, cantar salmos e ouvir as suas exortações espirituais. Devido á continuada afluência de mais e mais jovens, o confessor de Rosa compra-lhes um terreno perto de Santa Maria das Rosas. A comunidade tomou a regra da Ordem Terceira de S. Francisco, mas de novo as pequenezas humanas estorvaram a obra de Deus. Inocêncio IV suprimiu a nova comunidade por indicaçáo das religiosas de S. Damiáo.Exausta com as penitências e o apostolado, preparou-se para o fim da sua vida terrena. Ao receber o viático, ficou muito tempo em altíssima contemplaçáo. Quando voltou a si, administraram-lhe a unçáo dos enfermos. Pediu perdáo a Deus de todos os pecados e despediu-se das pessoas de família com a requintada caridade de sempre. Jesus, Maria foram as suas últimas palavras. Tinha 17 anos e 10 meses. Faleceu a 6 de Março de 1252.Fonte: Santos de Cada Dia, Editorial Apostolado da Oraçáo
Santo Olegário(bispo, +1136)
Santo OlegárioOlegário nasceu em Barcelona, no ano de 1060, filho de Olegário e Gila, ambos muito ilustres pela nobreza e pela piedade que lhe proporcionaram sábios mestres, que o instruíssem, tanto nas letras corno na virtude.Ainda jovem, o Olegário manifestou desejo entregar-se inteiramente ao serviço do Senhor e os seus pais ofereceram-no a Deus por intercessáo da ilustre mártir santa Eulália, na catedral de Santa Cruz, á qual fizeram doaçáo duma rica propriedade que possuíam no condado de Vich.Admitido entre os cónegos da referida catedral, aos dezassete anos de idade, foi nomeado pouco depois deáo daquele cabido. Porém, Olegário resolveu entrar para o mosteiro de Santo Adriáo fundado pouco tempo antes para os cónegos regulares de Santo Agostinho. Devido ás suas qualidades, pouco tempo depois tornou-se prior do mosteiro.Quando o bispo de Barcelona, D. Raimundo, morreu sucedeu-lhe Olegário o que foi muito aplaudido tanto pelo clero como pelo povo.Só Olegário reprovou táo aplaudida eleiçáo e, resolvido a náo aceitar aquela alta dignidade, fugiu secretamente para França durante a noite. O sentimento que em Barcelona causou a fuga do santo cobriu a cidade de luto. De imediato o conde Barcelona partiu para Roma a fim de que o papa obrigasse Olegário a aceitar o bispado. Tal náo aconteceu e o cardeal Bosso substituiu D. Raimundo sendo-lhe cometido o encargo especial de sagrar bispo o santo prior.O cardeal soube que Olegário estava oculto no mosteiro de S. Rufo e fê-lo comparecer á sua presença, intimou-lhe o preceito do papa e sagrou-o imediatamente, sem atender aos seus rogos e lágrimas. Olegário foi modelo perfeito de prelados.Olegário visitou todo o bispado para apagar inteiramente a memória dos bárbaros, que em muitos pontos da sua diocese tinham deixado um rasto de relaxaçáo nos costumes dos cristáos, dando origem a uma transformaçáo completa.Tendo o conde Berengário recuperado Tarragona, dominada pelos mouros, e convencido do zelo de Olegário, que o podia auxiliar muito na reedificaçáo da cidade, doou-lha em 1 de fevereiro de 1117 e Olegário tornou-se arcebispo da mesma.Assim, Olegário seguiu de imediato para Roma, a fim de obter de Gelásio II a confirmaçáo daquela nova promoçáo. O papa recebeu-o com demonstraçáo do maior apreço, e confirmando a eleiçáo, condecorou-o com o pálio, insígnia dos metropolitas. Ao regressar a Espanha, restabeleceu a destruída igreja, criou cónegos e dispôs o necessário para a defesa dos cidadáos. Morto o papa Gelásio II, o seu sucessor Calisto II convocou um concílio geral em Roma, que foi o primeiro de Latráo, no qual se tratou da Cruzada para a reconquista da Terra Santa.Olegário assistiu ao concilio onde o sumo pontífice nomeou seu legado apostólico o santo bispo, para que com a sua autoridade favorecesse as expedições de Tortosa, Lérida e muitas outras terras que os bárbaros ocupavam.Posteriormente fez uma viagem a Jerusalém e quando regressou estabeleceu a Ordem dos Templários. Apesar da sua avançada idade, acedeu ao convite de Inocêncio II para assistir ao concilio em Clairmont.Celebrou dois Sínodos diocesanos, um depois duma grave enfermidade que o acometeu, e o outro no ano seguinte, durante o qual, recaindo enfermo, recebeu os últimos sacramentos com grande edificaçáo de todos os que assistiram, e dando-lhes a sua bênçáo descansou no Senhor no dia 6 de março do ano de 1136, tendo 76 anos de idade. O seu corpo foi trasladado para Barcelona. Foi Olegário canonizado por Inocência XI em 1675.Santos de Cada Dia – Editorial A.O. - Braga
Santa Coleta Boylet(virgem, +1447)
Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2016 / Missal Católico de marco 2016
Publicado: 2026-07-14T18:16:09Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:09Z