Missal Católico do dia: Segunda-Feira, Setembro 9 2019
Segunda-feira da 23ª semana do Tempo Comum
Segunda-feira da 23ª semana do Tempo Comum
1. LeituraCarta aos Colossenses
1,24-29.2,1-3.]Irmáos: Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta á paixáo de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.
]Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar-vos em plenitude a palavra de Deus,
]o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos.
]Deus quis dar-lhes a conhecer em que consiste, entre os gentios, a glória inestimável deste mistério: Cristo no meio de vós, esperança da glória.
]E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo.
]É para isso que eu trabalho, combatendo com o apoio da sua força, que atua em mim poderosamente.
]Quero que saibais como é grande a luta que sustento por vós, pelos de Laodiceia e por tantos outros que náo me viram pessoalmente.
]Luto para que os seus corações sejam confortados e, estreitamente unidos na caridade, alcancem em toda a sua riqueza a plenitude da inteligência, o conhecimento do mistério de Deus, que é Cristo,
]no qual estáo escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
Livro dos Salmos
62(61),6-7.9.R/ R/ Em Deus está a minha salvaçáo e a minha glória.
]Só em Deus descansa a minha alma,
dele vem a minha esperança.
]Ele é meu refúgio e salvaçáo,
minha fortaleza: jamais serei abalado.
]Povo de Deus,
em todo o tempo ponde nele a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações.
Deus é o nosso refúgio.
Evangelho segundo São Lucas
6,6-11.]Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a máo direita paralítica.
]Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem.
]Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a máo paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé.
]Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la».
]Entáo olhou para todos á sua volta e disse ao homem: «Estende a máo». Ele assim fez e a máo ficou curada.
]Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus.
Beato Tiago Laval(apóstolo da Ilha Maurícia, +1864)
Beato Tiago LavalOPadre Tiago Laval(1803-1864), francês, foi médico e pároco de aldeia, antes de se tornar missionário.Foi o primeiro missionário da Congregaçáo fundada pelo Padre Libermann. Foi enviado para a ilha Maurícia em 1841. Quando Laval ali chegou ainda existia a escravatura. O seu grande combate foi a libertaçáo, dignificaçáo e evangelizaçáo dos escravos.Faleceu em 9 de setembro de 1864, que hoje é o Dia Nacional da Ilha Maurícia. A Igreja celebra a sua memória no dia 9 de setembro.
Beato Frederico Ozanam(leigo, +1853)
Frederico Ozanam nasceu em 1813numa família de treze irmáos, dos quais somente sobreviveram três. Estudou Direito em Paris e posteriormente tornou-se o professor mais jovem da Universidade de Sorbonne.Casou-se com Amélia Soulacroix, com quem teve uma filha. Morreu aos 40 anos de idade, porém,nesses poucos anos, foi capaz de estabelecer uma extraordinária obra que náo só adaptou o cristianismo ás necessidades urgentes,mas recuperouo protagonismo de piedosa dedicaçáo aos leigos na Igreja num século onde a expansáo de idéias anticlericais e contrárias á religiáo, cresciam significativamente.Foi em 1833, com apenas 20 anos de idade que começou a amadurecer a idéia da Sociedade Sáo Vicente de Paulo. Ozanam conheceu, durante seus anos de estudante,Emmanuel Bailly, redator da revista Tribuna Católica, emuitos outros personagens católicos durante as tertúlias do conde de Montalembert. Bailly influenciou muitos outros jovens católicos e com o apoio destespôs em prática em 1833 a primeira Conferência.O objetivo dos primeiros fundadores era, sobretudo, o aprofundamento em sua vida cristá.Dentre as suasinquietudes, expressava Frederico Ozanam que “quisera formar uma reuniáo de amigos que trabalharam juntos num edifício científico, mas sob o pensamento católico”. Por conseguinte,começar colocando a açáo caritativa num lugar central.Paraissocontribuiram teses levantadas por outros universitáriosque denunciavam que o cristianismo havia abandonado a açáo caritativa daantiguidade.Ozanam, assim, asseverou entáo que “desejaria que todos os jovens, de cabeça e de coraçáo, se unissem para realizar uma obra caritativaeque se formaria em todo o país uma vasta associaçáo generosa, destinada a aliviar as classes populares”.Acreditando ser o modelo mais ajustado da fé o fato de consagrar-se ás necessidades do irmáo, deixou claro que Deus abençoaria esse apostolado pelas suas obras de caridade.Os jovens que formaram a primeira Conferênciacontaram, nos seus primeiros passos, com aajuda de uma Filha da Caridade Cristá, Irmá Rosália Rendu,mulher conhecida e reconhecida em Paris pela sua açáo caritativa. A irmá Rosáliapô-losem contato com as situações de pobreza em Paris no final do século XIX, animou-os e em muito auxiliou asConferências no seu crescimento.Desde o princípio as Conferências colocaram-se sob a proteçáo de Sáo Vicente de Paulo.A caridade era o eixo fundamental da Sociedade,aindaque as Conferências tenham sempre mantido uma atençáo especialíssima á formaçáo e ao enriquecimento da fé de seus sócios. Mesmo porque, Ozanam afirma que “queremos que esta Sociedade de caridade náo seja um partido, nem uma escola ou confraria, mas que sejaprofundamente leiga, sem deixar de ser estritamente católica.”Frederico Ozanam morreu no ano de 1853, em Marselha, depois de passar dura provaçáo decorrente de dolorosa enfermidade.Em 1997, durante um encontro encontro mundial entre jovens, celebrado em Paris, o Papa Joáo Paulo II beatificou Frederico Ozanamque foi um precursor do papelque os leigos iriam desenvolver com brilhantismo no seio da Igreja, sendo um perfeito modelo de vida para a juventude.
S. Pedro Claver(presbítero, +1654)
Sáo Pedro ClaverNasceu em Verdú, na Catalunha, em 1580. Aos 15 anos recebe a primeira tonsura em Salsona e daí segue para Barcelona a completar os estudos no colégio da Companhia de Jesus. Ingressa na Companhia aos 22 anos de idade e logo desde os primeiros dias de noviciado se tornou modelo de virtudes. As suas conversas familiares eram de Deus, de quem falava com tanto fervor que enternecia a quantos o ouviam. Lançados táo sólidos fundamentos de perfeiçáo religiosa, foi mandado cursar filosofia ao Colégio de Palma de Maiorca, nas ilhas Baleares. A ida para essa casa foi providencialmente disposta por Deus para o futuro apostolado de S. Pedro Claver. Era entáo Irmáo Coadjutor Santo Afonso Henriques, com fama de grande santidade náo só naquela ilha, mas em toda a Espanha. Estando este um dia em oraçáo, encomendando a Deus o seu discípulo Claver, de repente, perdidos os sentidos, foi arrebatado em espírito. Aos olhos da alma patentearam-se-lhe os céus, e viu dispostos em círculo muitos tronos de glória nos quais estavam sentadas outras tantas personagens em trajo e garbo real. Havia porém ali um trono mais elevado e mais esplêndido, o qual estava devoluto. Admirado Santo Afonso e desejando compreender o significado da visáo, ouviu do céu responderem-lhe que estava preparado para Pedro Claver, como prémio das muitas almas que nas Índias havia de ganhar para Deus.Depois desta visáo, o maior empenho de Santo Afonso foi incutir no ánimo de Claver o desejo de ir para as missões. Para lá partiu, com efeito, poucos anos depois, em 1610. Em Santa Fé de Bogotá concluiu os estudos e ordenou-se sacerdote.Pouco depois, destinaram-no os superiores ao Colégio de Cartagena, onde perseverou mais de quarenta anos, ocupado até á morte no cultivo espiritual dos escravos negros.Ao aproximar-se o tempo em que os navios, carregados de escravos vindos das costas de África, estavam para chegar ao porto de Cartagena, tomava o Padre Claver um alforge e com ele ás costas percorria a cidade, pedindo esmola de porta em porta para os receber e agasalhar do melhor modo que pudesse. Apenas apontava no horizonte o primeiro navio e saía ele imediatamente a encontrá-los, levando uma barca cheia de alimentos e bebidas, tais como conservas, frutas, limões, aguardente, tabaco e tudo o mais de que sabia ser ávida aquela gente.A primeira coisa que fazia ao descerem a terra, era abraçar a cada um e estreitá-lo ao peito. Exortava-os a que náo temessem, que ninguém queria dar-lhes a morte do corpo, mas a salvaçáo da alma que é a vida que náo tem fim; e a que tivessem ánimo e confiança nele, que ali estava para ser seu protector, defensor, pai e mestre.Os escravos eram repartidos por grandes armazéns ou antes enxovias húmidas e escuras, desprovidas de todo o conforto, onde se viam obrigados a estar por terra, pouco menos que amontoados uns sobre os outros. Foi nestes albergues táo hórridos, táo fétidos e táo insuportáveis a qualquer outro, que S. Pedro Claver, durante quarenta anos fixou a sua morada quase permanente, colhendo, com o seu zelo sobre-humano, quantidade imensa de almas.Contavam-se até dez e doze mil os escravos que entravam cada ano em Cartagena; a todos tomava á sua conta a caridade heróica de S. Pedro Claver, instruindo-os, baptizando-os e velando para que se conservassem na prática dos exercícios de piedade e das obrigações da religiáo cristá.Em 1622 faz a solene profissáo religiosa, acrescentando aos votos religiosos um outro de gastar a vida inteira ao serviço dos negros, assinando-se Aethiopum semper servus (para sempre escravo dos Negros).Partiu para o Céu em 8 de Setembro de 1654, contando 74 anos de idade e 52 de religioso.Os negros da cidade e de toda a regiáo acorreram pressurosos a beijar-lhe a máo e chorando tocavam os santos despojos com os seus rosários. Desejando o Reitor do colégio celebrar modestamente as exéquias do padre Claver, viu-se desviado do seu intento pelo Governador da cidade e membros do conselho, que determinaram prestar soleníssimas honras fúnebres a quem fora a coluna fundamental do reino da Nova Granada.Esse renome confirmou-o o céu com extraordinários prodígios em vida do servo de Deus e sobretudo depois da morte.Pio IX beatificou-o; Leáo XIII inscreveu-o solenemente no catálogo dos Santos; e Pio X declarou-o especial patrono de todas as missões entre os negros.Fonte: Santos de Cada Dia, Editorial Apostolado da Oraçáo
Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2019 / Missal Católico de setembro 2019
Publicado: 2026-07-14T18:16:40Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:40Z