Missal Católico do dia: Quinta-Feira, Outubro 3 2019
Sábado da 16ª semana do Tempo Comum
Sábado da 16ª semana do Tempo Comum
1. LeituraLivro do Êxodo
24,3-8.]Naqueles dias, Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor e todas as suas leis. O povo inteiro respondeu numa só voz: «Faremos tudo o que o Senhor ordenou».
]Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, levantou-se muito cedo, construiu um altar no sopé do monte e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel.
]Depois, mandou que alguns jovens israelitas oferecessem holocaustos e imolassem novilhos, como sacrifícios pacíficos ao Senhor.
]Moisés recolheu metade do sangue, deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar.
]Depois, tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos».
]Entáo, Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».
Livro dos Salmos
50(49),1-2.5-6.14-15.R/ R/ A quem segue o caminho recto darei a salvaçáo de Deus.
]Falou o Senhor, Deus soberano,
e convocou a Terra, do Oriente ao Ocidente.
]De Siáo, cheia de beleza, Deus refulgiu,
o nosso Deus vem e náo Se calará.
]«Reuni os meus fiéis,
que selaram a minha aliança com um sacrifício».
]Os céus proclamam a sua justiça:
o próprio Deus vem julgar.
]Oferece a Deus sacrifícios de louvor
e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.
]Invoca-Me no dia da tribulaçáo:
Eu te livrarei e tu Me darás glória».
Evangelho segundo São Mateus
13,24-30.]Naquele tempo, Jesus disse ás multidões mais esta parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo.
]Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
]Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio.
]Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: "Senhor, náo semeaste boa semente no teu campo? Donde vem entáo o joio?".
]Ele respondeu-lhes: "Foi um inimigo que fez isso". Disseram-lhe os servos: "Queres que vamos arrancar o joio?".
]"Náo!", disse ele, "náo suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo.
]Deixai-os crescer ambos até á ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro"».
Santos Veríssimo(Máxima e Júlia, mártires, +303)
Testemunho de uma cristandade, de que pouco se conhece, o culto dos mártires Veríssimo, Máxima e Júlia, surge envolto em nebulosa, que apenas permite com rigor atentar na perenidade de uma memória cultivada em Lisboa, muito embora se estenda por outras zonas, como Coimbra, Braga e Porto. Na Diocese do Porto, têm S. Veríssimo como padroeiro as paróquias de Paranhos, Valbom, Nevolgilde, Lagares (Felgueiras) e Sáo Veríssimo, de Amarante.Uma das referências mais antigas referentes aos mártires de Lisboa surge no Martyrologium de Usuardo que, em 858, percorre diversas cidades hispánicas em busca de relíquias. Os testemunhos litúrgicos multiplicam-se ao longo dos séculos X e XI, sendo convergentes, ao consignarem o dia 1 de Outubro para memória dos três irmáos. O Padre Miguel de Oliveira sustenta a opiniáo de que "os santos mártires de Lisboa já estavam inscritos nos calendários uns 200 anos depois do seu martírio". Devoçáo guardada no seio da comunidade moçárabe, o seu eco chega a Osberno, que, na relaçáo da conquista de Lisboa, nos dá conta das ruínas do santuário que lhes estava devotado.O percurso da vida destes mártires, impossível de averiguar com rigor, aparece descrito num códice quatrocentista da Biblioteca Pública de Évora, (cód. CV/1-23d). Segundo a "Legenda", os irmáos lisboneses, Veríssimo, Máxima e Júlia, durante a perseguiçáo de Dioclesiano (imperador romano de 284 a 305 d. C.), apresentaram-se espontaneamente ao executor dos éditos imperiais, confessando a fé cristá. Tentou ele dissuadi-los, com promessas e ameaças e, como nada conseguisse, mandou-os prender. Vitoriosos da prova do cárcere, aplicou-lhes o juiz vários tormentos: açoites, ecúleo, unhas de ferro, láminas em brasa. Como ainda resistissem, mandou arrastá-los pelas ruas da cidade e, por fim, degolar. Assim alcançaram a palma do martírio a 1 de Outubro de 303 ou 304.Náo contente com o que lhes fizera em vida, perseguiu-os o juiz depois de mortos, ordenando que os cadáveres ficassem insepultos, para servirem de pasto aos cáes e ás aves. Como as feras os respeitassem, mandou entáo que os lançassem ao mar com pesadas pedras. Ainda os barqueiros náo tinham regressado á praia e já os santos despojos lá se encontravam. Recolheram-nos piedosamente os cristáos e sepultaram-nos no lugar onde depois se erigiu uma Igreja que ainda por memória se chama "dos santos" (paroquial de Santo-o Velho, em Lisboa).Em 1529, a comendadeira D. Ana de Mendonça, mandou colocar as relíquias em cofre de prata, ao lado direito do altar mor, com o epitáfio seguinte: "Sepultura dos santtos martyres S. Verissimo, Santa Maxima & Iulia, filhos de hum senador de Roma, vindos a esta cidade a receber martyrio, por reuelaçáo do Anjo. Iazem nesta sepultura os seos santos corpos, os quaes há 1350 annos que padeceráo & foráo trasladados a esta casa onde jazem".Quanto á naturalidade, nada se costuma afirmar com certeza. Só em época muito recente os hagiólogos os fizeram filhos de um senador romano e os imaginaram em Roma, em colóquio com um anjo que os mandou a Lisboa para confessarem a fé. Esta lenda reflectiu-se na iconografia: os três mártires sáo apresentados em traje e hábito de romeiros, com bordões compridos nas máos, como pode ver-se num belo conjunto de três imagens, do séc. XVII, expostas ao culto na Igreja do extinto Mosteiro de Santos-o-Novo, em Lisboa, que guarda parte das relíquias dos mártires.
Beatos André de Soveral(Ambrósio Francisco Ferro, presbíteros, e Mateus Moreira, mártires, +1645)
Mártires do Rio Grande do NorteNo dia 16 de julho de 1645, os holandeses que ocupavam onordeste do Brasil, chegaram a Cunhaú, no Rio Grande do Norte, onde residiam vários colonos ao redor do Engenho, ocupados no plantio da cana-de-açúcar. Era um domingo. Na hora da missa, 69 pessoas se reuniram na capela de Nossa Senhora das Candeias. A capela foi cercada e invadida por soldados e índios que trucidaram todos os que aí estavam, inclusive o Pároco Pe. André de Soveral que celebrava a missa. Náo opuseram resistência aos agressores e entregaram piedosamente suas almas ao Criador.Aterrorizados com o acontecimento de Cunhaú, muitos moradores de Natal pediram asilo no Forte dos Reis Magos ou se refugiaram em abrigos improvisados. No dia 3 de outubro, foram levados para as margens do Rio Uruaçu, onde os aguardavam índios e soldados holandeses armados. Eram cerca de 80 pessoas. Os holandeses, de religiáo calvinista, trouxeram um pastor protestante para demovê-los de sua fé católica. Todos resistiram a esta tentativa e foram barbaramente sacrificados. Entre eles estava Mateus Moreira que, ao ser-lhe arrancado o coraçáo pelas costas, morreu exclamando: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".
S. Francisco de Borja(presbítero, +1572)
Pertencia a uma das famílias mais nobres da Espanha. Era duque de Gandia e exerceu as elevadas funções de vice-rei da Catalunha. Em certa ocasiáo foi incumbido de acompanhar o transporte do cadáver da imperatriz Isabel, que falecera em Toledo, até Granada, onde seria sepultada. O transporte foi lento e durou 15 dias. No momento de sepultar a imperatriz, o protocolo exigia que fosse aberto o caixáo para ser reconhecido o cadáver. Aquela que fora admirada em toda a Cristandade por sua beleza deslumbrante tinha o seu corpo num estado avançado de decomposiçáo. Tocado pela graça a propósito daquela cena chocante, Francisco compreendeu a vaidade de toda a glória mundana, e decidiu que se algum dia enviuvasse, se consagraria inteiramente a Deus. De facto, assim aconteceu: enviuvou aos 40 anos de idade, renunciou a todos os seus títulos e bens e ingressou na Companhia de Jesus como filho espiritual de Santo Inácio de Loyola, chegando a ser superior geral daquela família religiosa.
Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2019 / Missal Católico de outubro 2019
Publicado: 2026-07-14T18:16:39Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:39Z