Missal Católico do dia: Sexta-Feira, Outubro 14 2016
Sexta-feira da 28ª semana do Tempo Comum
Sexta-feira da 28ª semana do Tempo Comum
1. LeituraCarta aos Efésios
1,11-14.]Irmáos: Em Cristo fomos constituídos herdeiros, por termos sido predestinados, segundo os desígnios daquele que tudo realiza conforme a decisáo da sua vontade,
]para sermos um hino de louvor da sua glória, nós que desde o começo esperámos em Cristo.
]Foi nele que vós também, depois de ouvirdes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvaçáo, abraçastes a fé e fostes marcados pelo Espírito Santo. E o Espírito Santo prometido
]é o penhor da nossa herança, para a redençáo do povo que Deus adquiriu para louvor da sua glória.
Livro dos Salmos
33(32),1-2.4-5.12-13.]Justos, aclamai o Senhor,
os corações retos devem louvá-lo.
]Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.
]A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
]Ele ama a justiça e a retidáo:
a terra está cheia da bondade do Senhor.
]Feliz a naçáo que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
]Do Céu o Senhor contempla
e observa todos os homens.
Evangelho segundo São Lucas
12,1-7.]Naquele tempo, a multidáo afluía aos milhares, a ponto de se atropelarem uns aos outros. E Jesus começou a dizer, em primeiro lugar para os seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
]Náo há nada encoberto que náo venha a descobrir-se, nem há nada oculto que náo venha a conhecer-se.
]Por isso, tudo o que tiverdes dito ás escuras será ouvido á luz do dia e o que tiverdes dito aos ouvidos, nos aposentos interiores, será proclamado sobre os telhados.
]Digo-vos a vós, meus amigos: náo temais os que matam o corpo e depois nada mais podem fazer.
]Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar na Geena. Sim, Eu vos digo, a esse é que deveis temer.
]Náo se vendem cinco passarinhos por duas moedas? Contudo, nenhum deles é esquecido diante de Deus.
]Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estáo todos contados. Náo temais. Valeis mais do que todos os passarinhos».
S. Calisto I(papa, mártir, +222)
S. Calisto IPapa e Mártir (+ 222)O pontificado de S. Calisto I é um dos mais importantes e gloriosos na história da Igreja, embora os seus adversários (Tertuliano e Hipólito Romano) tenham tentado denegri-lo.Parece certo ter Calisto nascido escravo. Chamava-se o seu amo Carpóforo – grande negociante – que deve ter sido cristáo, embora clandestino. Calisto era pessoa de toda a confiança e Carpóforo encarregou-o da administraçáo do seu banco. Náo sabemos como – segundo os seus inimigos, por má administraçáo - Calisto perdeu todo o dinheiro. Temendo o castigo, fugiu, mas foi apanhado e condenado ao pístrino, lugar em que os servos faziam andar, como animais, a roda do moinho. No final de contas, Calisto aparentemente terá sido apenas vítima dum engano urdido por parte dos judeus. Carpóforo acabou por restituí-lo á liberdade, tendo no entanto sido deportado para as minas da Sardenha, como cristáo.Mais tarde, Calisto acaba por voltar a Roma e torna-se secretário do Papa Zeferino, que lhe confia a administraçáo dos bens da igreja.Como arcediago de Roma, desempenhou atividade benemérita para toda a comunidade e mesmo para os fiéis do mundo inteiro. Foi ele quem dirigiu a ampliaçáo do pequeno cemitério entre a Via Ápia e a Ardeatina, hoje conhecido pelo nome de Catacumbas de S. Calisto, e de particular importáncia nos séculos III e IV.Por esta altura começavam em Roma as lutas trinitárias e cristológicas e Calisto exerceu uma enorme influência doutrinal e dogmática junto do Papa Zeferino, tendo combatido energicamente o monarquismo trinitário: em Deus há três pessoas realmente distintas e em tudo iguais, ainda que a natureza seja a mesma para as três. Das três Pessoas divinas só o Filho encarnou e morreu por nós.No ano de 218 ou 219, foi eleito papa e publicou um decreto prometendo a absolviçáo canónica a toda a espécie de pecadores contanto que se sujeitassem á correspondente penitência. Tertuliano e Hipólito Romano declararam guerra ao novo Papa, levantando inúmeras calúnias sobre Calisto I, embora sem eco. O sentido equilibrado do Papa impôs-se e, por muito que tivesse sofrido, triunfou, porque tinha a verdade consigo e a assistência do Espírito Santo.Calisto I, na sua benignidade e indulgência moderada, náo fazia senáo inspirar-se no espírito do Evangelho, nas palavras d'Aquele que disse a Pedro que devia perdoar ao irmáo setenta vezes sete, isto é, sempre que ele confessasse a sua culpa.Acabou a coroar a vida com o martírio. Segundo a tradiçáo mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristáos e foi lançado a um poço. Mais tarde, deram-lhe sepultura honorífica no Cemitério de Calepódio, na Via Aurélia, junto do lugar do seu martírio. Assim se explica o facto de náo ter sido enterrado na grande necrópole que ele próprio ampliara e onde foram enterrados S. Zeferino os Papas seguintes, a chamada Cripta dos Papas.Fontes:Santos de Cada Dia, Editorial Apostolado da Oraçáo
Oración
Concedei-nos, pela intercessáo de sáo Calisto, papa e mártir, a graça de sermos sempre muito firmes na defesa da verdade cristá. Concedei-nos, por sua intercessáo, a graça que ardentemente vos pedimos. Por Cristo, Senhor nosso, amém.
Sáo Calisto, papa e mártir, rogai por nós.
S. João Ogilvie(presbítero, mártir, +1615)
Nasceu em 1579 na Escócia. Seus pais eram nobres calvinistas e muito novo ainda, enviaram-no para a Europa Continental a fim de aperfeiçoar a sua formaçáo. Converteu-se á fé católica graças á influência do famoso Pe. Cornélio van den Steen. Estudou no Colégio dos Beneditinos Escoceses em Ratisbona e noutros Institutos Superiores. Em novembro de 1599, foi admitido na Companhia de Jesus e, depois da habitual preparaçáo, ordenado sacerdote em Paris no ano de 1610. Após insistentes pedidos, obteve licença para voltar á sua pátria. Durante um curto espaço de tempo, exerceu diversos ministérios apostólicos em Glasgow, quando foi preso por traiçáo ao náo reconhecer a autoridade espiritual do rei Jaime I. Foi atormentado com crudelíssimos suplícios e depois morto no dia 10 de Março de 1615, por náo ceder ás chantagens e ao medo e ter defendido até o fim o primado espiritual do Papa. Foi canonizado em 1976 por Paulo VI.
Beato Honorato de Biala(presbítero)
Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2016 / Missal Católico de outubro 2016
Publicado: 2026-07-14T18:16:11Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:11Z