Missal Católico do dia: Sexta-Feira, Marco 30 2018
Sexta-feira Santa
Sexta-feira Santa
1. LeituraLivro de Isaías
52,13-15.53,1-12.]Vede como vai prosperar o meu servo: subirá, elevar-se-á, será exaltado.
]Assim como, á sua vista, muitos se encheram de espanto – táo desfigurado estava o seu rosto que tinha perdido toda a aparência de um ser humano –,
]assim se háo de encher de assombro muitas nações e, diante dele, os reis ficaráo calados, porque háo de ver o que nunca lhes tinham contado e observar o que nunca tinham ouvido.
]Quem acreditou no que ouvimos dizer? A quem se revelou o braço do Senhor?
]O meu servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz numa terra árida, sem distinçáo nem beleza para atrair o nosso olhar nem aspeto agradável que possa cativar-nos.
]Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, acostumado ao sofrimento, era como aquele de quem se desvia o rosto, pessoa desprezível e sem valor para nós.
]Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores. Mas nós víamos nele um homem castigado, ferido por Deus e humilhado.
]Ele foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre ele o castigo que nos salva: pelas suas chagas fomos curados.
]Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes, cada qual seguia o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre ele as faltas de todos nós.
]Maltratado, humilhou-se voluntariamente e náo abriu a boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele náo abriu a boca.
]Foi eliminado por sentença iníqua, mas quem se preocupa com a sua sorte? Foi arrancado da terra dos vivos e ferido de morte pelos pecados do seu povo.
]Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios e um túmulo no meio de malfeitores, embora náo tivesse cometido injustiça nem se tivesse encontrado mentira na sua boca.
]Aprouve ao Senhor esmagar o seu servo pelo sofrimento. Mas, se oferecer a sua vida como sacrifício de expiaçáo, terá uma descendência duradoira, viverá longos dias e a obra do Senhor prosperará em suas máos.
]Terminados os sofrimentos, verá a luz e ficará saciado na sua sabedoria. O justo, meu servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades.
]Por isso, Eu lhe darei as multidões como prémio, e terá parte nos despojos no meio dos poderosos; porque ele próprio entregou a sua vida á morte e foi contado entre os malfeitores, tomou sobre si as culpas das multidões e intercedeu pelos pecadores.
Livro dos Salmos
31(30),2.6.12-13.15-16.17.25.R/ R/ Pai, em vossas máos entrego o meu espírito.
]Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,
pela vossa justiça, salvai-me.
]Em vossas máos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.
]Tornei-me o escárnio dos meus inimigos,
o desprezo dos meus vizinhos
e o terror dos meus conhecidos:
todos evitam passar por mim.
]Esqueceram-me como se fosse um morto,
tornei-me como um objeto abandonado.
]Eu, porém, confio no Senhor:
Disse: «Vós sois o meu Deus,
]nas vossas máos está o meu destino».
Livrai-me das máos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem.
]Fazei brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me pela vossa bondade.
]Tende coragem e animai-vos,
vós todos que esperais no Senhor.
Carta aos Hebreus
4,14-16.5,7-9.]Irmáos: Tendo nós um sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissáo da nossa fé.
]Na verdade, nós náo temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, á nossa semelhança, exceto no pecado.
]Vamos, portanto, cheios de confiança ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.
]Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Áquele que O podia livrar da morte, e foi atendido por causa da sua piedade.
]Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento
]e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvaçáo eterna.
Evangelho segundo São João
18,1-40.19,1-42.]Naquele tempo, Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos.
]Judas, que O ia entregar, conhecia também o local, porque Jesus Se reunira lá muitas vezes com os discípulos.
]Tomando consigo uma companhia de soldados e alguns guardas, enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus, Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas.
]Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer, adiantou-Se e perguntou-lhes:«A quem buscais?».
]Eles responderam-Lhe: «A Jesus, o Nazareno». Jesus disse-lhes: «Sou Eu». Judas, que O ia entregar, também estava com eles.
]Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu», recuaram e caíram por terra.
]Jesus perguntou-lhes novamente: «A quem buscais?». Eles responderam: «A Jesus, o Nazareno».
]Disse-lhes Jesus: «Já vos disse que sou Eu. Por isso, se é a Mim que buscais, deixai que estes se retirem».
]Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito: «Daqueles que Me deste, náo perdi nenhum».
]Entáo, Simáo Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco.
]Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a tua espada na bainha. Náo hei de beber o cálice que meu Pai Me deu?».
]Entáo, a companhia de soldados, o oficial e os guardas dos judeus apoderaram-se de Jesus e manietaram-no.
]Levaram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote nesse ano.
]Caifás é que tinha dado o seguinte conselho aos judeus: «Convém que morra um só homem pelo povo».
]Entretanto, Simáo Pedro seguia Jesus com outro discípulo. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote,
]enquanto Pedro ficava á porta, do lado de fora. Entáo o outro discípulo, conhecido do sumo sacerdote, falou á porteira e levou Pedro para dentro.
]A porteira disse a Pedro: «Tu náo és dos discípulos desse homem?». Ele respondeu: «Náo sou».
]Estavam ali presentes os servos e os guardas, que, por causa do frio, tinham acendido um braseiro e se aqueciam. Pedro também se encontrava com eles a aquecer-se.
]Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
]Jesus respondeu-lhe: «Falei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem, e náo disse nada em segredo.
]Porque Me interrogas? Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse: eles bem sabem aquilo de que lhes falei».
]A estas palavras, um dos guardas que estava ali presente deu uma bofetada a Jesus e disse-Lhe: «É assim que respondes ao sumo sacerdote?».
]Jesus respondeu-lhe: «Se falei mal, mostra-Me em quê. Mas, se falei bem, porque Me bates?».
]Entáo Anás mandou Jesus, manietado, ao sumo sacerdote Caifás.
]Simáo Pedro continuava ali a aquecer-se. Disseram-lhe entáo: «Tu náo és também um dos seus discípulos?». Ele negou, dizendo: «Náo sou».
]Replicou um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: «Entáo eu náo te vi com Ele no jardim?».
]Pedro negou novamente, e logo um galo cantou.
]Depois, levaram Jesus da residência de Caifás ao pretório. Era de manhá cedo. Eles náo entraram no pretório, para náo se contaminarem e assim poderem comer a Páscoa.
]Pilatos veio cá fora ter com eles e perguntou-lhes: «Que acusaçáo trazeis contra este homem?».
]Eles responderam-lhe: «Se náo fosse malfeitor, náo to entregávamos».
]Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei». Os judeus responderam: «Náo nos é permitido dar a morte a ninguém».
]Assim se cumpriam as palavras que Jesus tinha dito, ao indicar de que morte ia morrer.
]Entretanto, Pilatos entrou novamente no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos judeus?».
]Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?».
]Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?».
]Jesus respondeu: «O meu reino náo é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu náo fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino náo é daqui».
]Disse-Lhe Pilatos: «Entáo, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
]Disse-Lhe Pilatos: «Que é a verdade?». Dito isto, saiu novamente para fora e declarou aos judeus: «Náo encontro neste homem culpa nenhuma.
]Mas vós estais habituados a que eu vos solte alguém pela Páscoa. Quereis que vos solte o Rei dos judeus?».
]Eles gritaram de novo: «Esse náo. Antes Barrabás». Barrabás era um salteador.
]Entáo Pilatos mandou que levassem Jesus e O açoitassem.
]Os soldados teceram uma coroa de espinhos, colocaram-Lha na cabeça e envolveram Jesus num manto de púrpura.
]Depois aproximavam-se dele e diziam: «Salve, Rei dos judeus». E davam-Lhe bofetadas.
]Pilatos saiu novamente para fora e disse: «Eu vo-lo trago aqui fora, para saberdes que náo encontro nele culpa nenhuma».
]Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse-lhes: «Eis o homem».
]Quando viram Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram: «Crucifica-O! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós mesmos e crucificai-O, que eu náo encontro nele culpa alguma».
]Responderam-lhe os judeus: «Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque Se fez Filho de Deus».
]Quando Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado.
]Voltou a entrar no pretório e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?». Mas Jesus náo lhe deu resposta.
]Disse-Lhe entáo Pilatos: «Náo me falas? Náo sabes que tenho poder para Te soltar e para Te crucificar?».
]Jesus respondeu-lhe: «Nenhum poder terias sobre Mim, se náo te fosse dado do alto. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado».
]A partir de entáo, Pilatos procurava libertar Jesus. Mas os judeus gritavam: «Se O libertares, náo és amigo de César: todo aquele que se faz rei é contra César».
]Ao ouvir estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lagedo, em hebraico Gabatá.
]Era a Preparaçáo da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse entáo aos judeus: «Eis o vosso Rei!».
]Mas eles gritaram: «Á morte, á morte! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Hei de crucificar o vosso Rei?». Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes: «Náo temos outro rei senáo César».
]Entregou-lhes entáo Jesus, para ser crucificado. E eles apoderaram-se de Jesus.
]Levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota.
]Ali O crucificaram, e com Ele mais dois: um de cada lado e Jesus no meio.
]Pilatos escreveu ainda um letreiro e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito: «Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus».
]Muitos judeus leram esse letreiro, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade. Estava escrito em hebraico, grego e latim.
]Diziam entáo a Pilatos os príncipes dos sacerdotes dos judeus: «Náo escrevas: "Rei dos judeus", mas que Ele afirmou: "Eu sou o Rei dos judeus"».
]Pilatos retorquiu: «O que escrevi está escrito».
]Quando crucificaram Jesus, os soldados tomaram as suas vestes, das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnica náo tinha costura: era tecida de alto a baixo como um todo.
]Disseram uns aos outros: «Náo a rasguemos, mas lancemos sortes, para ver de quem será». Assim se cumpria a Escritura: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica». Foi o que fizeram os soldados.
]Estavam junto á cruz de Jesus sua Máe, a irmá de sua Máe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
]Ao ver sua Máe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Máe: «Mulher, eis o teu filho».
]Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Máe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.
]Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede».
]Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha á boca.
]Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou.
]Por ser a Preparaçáo da Páscoa, e para que os corpos náo ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
]Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele.
]Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, náo Lhe quebraram as pernas,
]mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
]Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.
]Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado».
]Diz ainda outra passagem da Escritura: «Háo de olhar para aquele que trespassaram».
]Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. José veio entáo tirar o corpo de Jesus.
]Veio também Nicodemos, aquele que, antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus. Trazia uma mistura de quase cem libras de mirra e aloés.
]Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes, como é costume sepultar entre os judeus.
]No local em que Jesus tinha sido crucificado, havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ainda ninguém fora sepultado.
]Foi aí que, por causa da Preparaçáo dos judeus, porque o sepulcro ficava perto, depositaram Jesus.
S. João Clímaco(religioso, +649)
S. Joáo ClímacoPouco se sabe sobre a juventude de Joáo Clímaco. Acredita-se que tenha nascido por volta do ano 575, possivelmente na Síria ou Palestina. Desde jovem, sentiu um forte chamamento para a vida religiosa e entrou no Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, um dos centros mais importantes do monaquismo oriental. Ali, recebeu formaçáo espiritual e dedicou-se inteiramente á oraçáo, ao jejum e ao estudo das Escrituras.Após a morte do seu guia espiritual, o monge Martírio, Joáo retirou-se para uma gruta isolada no Monte Sinai, onde viveu como eremita durante quase 40 anos. Nessa solidáo, aprofundou a sua vida de contemplaçáo e tornou-se conhecido pela sabedoria espiritual e dons místicos.Muitos monges e peregrinos procuravam-no para receber orientaçáo espiritual. A sua fama de santidade espalhou-se, e o seu conselho era procurado por mosteiros de todo o mundo cristáo.Por volta do ano 645, já idoso, foi chamado para ser abade do Mosteiro de Santa Catarina, onde liderou a comunidade com prudência e espírito de caridade. Foi durante esse período que escreveu a sua obra mais famosa: “A Escada do Paraíso” (ou “Escada Espiritual”), um tratado sobre a vida monástica que se tornou um dos textos mais influentes do Cristianismo Oriental.O livro apresenta 30 degraus espirituais, comparando a vida cristá a uma escada que conduz á uniáo com Deus. Entre os temas abordados estáo:Renúncia ao mundo e desapego dos bens materiais.Domínio das paixões e prática da humildade.Oraçáo contínua e contemplaçáo de Deus.Amor e obediência como caminho para a perfeiçáo espiritual.Este texto tornou-se uma referência para monges e leigos que desejam crescer espiritualmente e continua a ser amplamente lido e estudado.Depois de alguns anos como abade, Joáo voltou á solidáo e faleceu por volta do ano 649. A sua vida de oraçáo e ascese fez com que fosse rapidamente venerado como santo.Sáo Joáo Clímaco foi um dos maiores místicos e ascetas do Cristianismo Oriental, sendo conhecido sobretudo pela sua obra “A Escada do Paraíso”, um guia espiritual que descreve o caminho da alma até Deus através da oraçáo, renúncia e virtude. A vida monástica exemplar e os escritos influenciaram gerações de monges e continuam a ser uma referência na espiritualidade cristá.É considerado um dos maiores Padres do Deserto e um mestre da vida espiritual. O seu nome, “Clímaco”, significa “da escada”, em referência á sua famosa obra.https://viacrucis.pt/sao-joao-climaco-abade-no-monte-sinai/Santos de Cada Dia - Editoorial A.O. - Braga
S. Leonardo Murialdo(confessor, +1900)
S. Leonardo MurialdoLeonardo Murialdo nasceu em Turim, a 26 de outubro de 1828, sendo o oitavo filho de uma família abastada. Apesar de ter ficado órfáo de pai aos quatro anos, recebeu umaeducaçáo cristá no colégio dos Scolopi, em Savona.Ainda jovem, Leonardo Murialdo atravessou uma profunda crise espiritual, que o levou á conversáo e á descoberta da sua vocaçáo sacerdotal, tendo começado mais tarde, em Turim, os estudos filosóficos e teológicos.Nesses anos, começou a trabalhar no oratório de Angelo Custode, dirigido pelo seu primo, o teólogo Roberto Murialdo. Graças a esta colaboraçáo toma conhecimento da problemática da juventude de Turim: rapazes de estrada, presos, limpa-chaminés e trabalho infantil. Em 1851 foi ordenado sacerdote.Começou a trabalhar em contacto direto com D. Cafasso e D. Bosco, e deste último, aceita a direçáo do Oratório San Luigi. Leonardo respira o sistema preventivo, encarna-o e aplica-o em todas as suas futuras obras educativas. Em 1866, aceitou a direçáo do Colégio Artigianelli em Turim, dedicado ao acolhimento e á formaçáo humana, cristá e profissional dos rapazes pobres e abandonados. Cumpriu inúmeras viagens em Itália, França e Inglaterra para visitar instituições educativas e assistenciais, para aprender, confrontar e melhorar o próprio sistema educativo.Foi um dos promotores da primeira biblioteca popular católica e da Uniáo dos Operários Católicos, da qual será, por longos anos, assistente eclesiástico.Em 1873, com a ajuda de alguns colaboradores, fundou a Congregaçáo de San Giuseppe (Giuseppini del Murialdo), que tinha como objetivo apostólico, a educaçáo da juventude, especialmente dos pobres e abandonados. Abre oratórios, escolas profissionais, casas de família para rapazes trabalhadores e colónias agrícolas, aprofunda o seu empenho nas associações leigas, especialmente no campo da formaçáo profissional dos jovens e da boa imprensa. O seu lema era: «Fazer e calar».Leonardo Murialdo era um homem de espírito e oraçáo, contemplativo na açáo como D. Bosco. No ano de 1884 foi atingido por diversas crises de broncopneumonia. D. Bosco abençoou e, apesar das provações e transtornos, viveu até 30 de março de 1900. A perda do pai em tenra idade inspirou também Leonardo a ser um pai e guia dos jovens que o Senhor lhe quis confiar. A vida, o estilo e obra ligam-no ao seu amigo e modelo Sáo Joáo Bosco.https://www.salesianos.pt/biografia/s-leonardo-murialdo/
S. Pedro Regalato(presbítero, +1456)
Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2018 / Missal Católico de marco 2018
Publicado: 2026-07-14T18:16:27Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:27Z