Missal Católico do dia: Domingo, Marco 25 2018

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

1. Leitura

Livro de Isaías

50,4-7.

]O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhás Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos.
]O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu náo resisti nem recuei um passo.
]Apresentei as costas áqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; náo desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam.
]Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e, por isso, náo fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que náo ficarei desiludido.

Salmo

Livro dos Salmos

22(21),8-9.17-18a.19-20.23-24.

R/ R/ Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?

]Todos os que me veem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
]«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».
]Matilhas de cáes me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas máos e os meus pés,
]posso contar todos os meus ossos.
]Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
]Mas Vós, Senhor, náo Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.
]Hei de falar do vosso nome aos meus irmáos,
hei de louvar-Vos no meio da assembleia.
]Vós que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.

2. Leitura

Carta aos Filipenses

2,6-11.

]Cristo Jesus, que era de condiçáo divina, náo Se valeu da sua igualdade com Deus,
]mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condiçáo de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem,
]humilhou-Se ainda mais, obedecendo até á morte, e morte de cruz.
]Por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
]para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no Céu, na Terra e nos abismos,
]e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Evangelho

Evangelho segundo São Marcos

14,1-72.15,1-47.

]Faltavam dois dias para a festa da Páscoa e dos Ázimos, e os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam maneira de se apoderarem de Jesus á traiçáo, para Lhe darem a morte.
]Mas diziam: «Durante a festa, náo, para que náo haja algum tumulto entre o povo».
]Jesus encontrava-Se em Betánia, em casa de Simáo, o Leproso, e, estando á mesa, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro com perfume de nardo puro de alto preço. Partiu o vaso de alabastro e derramou-o sobre a cabeça de Jesus.
]Alguns indignaram-se e diziam entre si: «Para que foi esse desperdício de perfume?
]Podia vender-se por mais de duzentos denários e dar o dinheiro aos pobres». E censuravam a mulher com aspereza.
]Mas Jesus disse: «Deixai-a. Porque estais a importuná-la? Ela fez uma boa açáo para comigo.
]Na verdade, sempre tereis os pobres convosco e, quando quiserdes, podereis fazer-lhes bem; mas a Mim, nem sempre Me tereis.
]Ela fez o que estava ao seu alcance: ungiu de antemáo o meu corpo para a sepultura.
]Em verdade vos digo, onde quer que se proclamar o Evangelho, pelo mundo inteiro, dir-se-á também, em sua memória, o que ela fez».
]Entáo, Judas Iscariotes, um dos Doze, foi ter com os príncipes dos sacerdotes para lhes entregar Jesus.
]Quando o ouviram, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro. E ele procurava uma oportunidade para entregar Jesus.
]No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?».
]Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide á cidade. Virá ao vosso encontro um homem com uma bilha de água. Segui-o
]e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: "O Mestre pergunta: onde está a sala em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?".
]Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso».
]Os discípulos partiram e foram á cidade. Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa.
]Ao cair da tarde, chegou Jesus com os Doze.
]Enquanto estavam á mesa e comiam, Jesus disse: «Em verdade vos digo: um de vós, que está comigo á mesa, há de entregar-Me».
]Eles começaram a entristecer-se e a dizer, um após outro: «Serei eu?».
]Jesus respondeu-lhes: «É um dos Doze, que mete comigo a máo no prato.
]O Filho do homem vai partir, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser traído! Teria sido melhor para esse homem náo ter nascido».
]Enquanto comiam, Jesus tomou o páo, recitou a bênçáo e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai: isto é o meu corpo».
]Depois, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele.
]Disse Jesus: «Este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado pela multidáo dos homens.
]Em verdade vos digo, náo voltarei a beber do fruto da videira até ao dia em que beberei do vinho novo no Reino de Deus».
]Cantaram os salmos e saíram para o monte das Oliveiras.
]Disse-lhes Jesus: «Todos vós Me abandonareis, como está escrito: "Ferirei o pastor e dispersar-se-áo as ovelhas".
]Mas, depois de ressuscitar, irei á vossa frente para a Galileia».
]Disse-Lhe Pedro: «Embora todos Te abandonem, eu náo».
]Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo, hoje, esta mesma noite, antes de o galo cantar duas vezes, três vezes Me negarás».
]Mas Pedro continuava a insistir: «Ainda que tenha de morrer contigo, náo Te negarei». E todos afirmaram o mesmo.
]Entretanto, chegaram a uma propriedade chamada Getsémani, e Jesus disse aos seus discípulos:
]«Ficai aqui, enquanto Eu vou orar». Tomou consigo Pedro, Tiago e Joáo, e começou a sentir pavor e angústia. Disse-lhes entáo:
]«A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai».
]Adiantando-Se um pouco, caiu por terra e orou para que, se fosse possível, se afastasse dele aquela hora. Jesus dizia:
]«Abba, Pai, tudo Te é possível. Afasta de Mim este cálice. Contudo, náo se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres».
]Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Simáo, estás a dormir? Náo pudeste vigiar uma hora?
]Vigiai e orai, para náo entrardes em tentaçáo. O espírito está pronto, mas a carne é fraca».
]Afastou-Se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras.
]Voltou novamente e encontrou-os a dormir, porque tinham os olhos pesados e náo sabiam que responder.
]Jesus voltou pela terceira vez e disse-lhes: «Dormi agora e descansai... Chegou a hora: o Filho do homem vai ser entregue ás máos dos pecadores.
]Levantai-vos. Vamos. Já se aproxima aquele que Me vai entregar».
]Ainda Jesus estava a falar, quando apareceu Judas, um dos Doze, e com ele uma grande multidáo, com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes, pelos escribas e os anciáos.
]O traidor tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O e levai-O bem seguro».
]Logo que chegou, aproximou-se de Jesus e beijou-O, dizendo: «Mestre».
]Entáo, deitaram-Lhe as máos e prenderam-no.
]Um dos presentes puxou da espada e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha.
]Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Vós saístes com espadas e varapaus para Me prender, como se fosse um salteador.
]Todos os dias Eu estava no meio de vós, a ensinar no Templo, e náo Me prendestes! Mas é para se cumprirem as Escrituras».
]Entáo os discípulos deixaram-no e fugiram todos.
]Seguiu-O um jovem, envolto apenas num lençol. Agarraram-no,
]mas ele, largando o lençol, fugiu nu.
]Levaram entáo Jesus á presença do sumo sacerdote, onde se reuniram todos os príncipes dos sacerdotes, os anciáos e os escribas.
]Pedro, que O seguira de longe até ao interior do palácio do sumo sacerdote, estava sentado com os guardas, a aquecer-se ao lume.
]Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus para Lhe dar a morte, mas náo o encontravam.
]Muitos testemunhavam falsamente contra Ele, mas os seus depoimentos náo eram concordes.
]Levantaram-se entáo alguns, para proferir contra Ele este falso testemunho:
]«Ouvimo-lo dizer: "Destruirei este Templo feito pelos homens e em três dias construirei outro, que náo será feito pelos homens"».
]Mas nem assim o depoimento deles era concorde.
]Entáo, o sumo sacerdote levantou-se no meio de todos e perguntou a Jesus: «Náo respondes nada ao que eles depõem contra Ti?».
]Mas Jesus continuava calado e nada respondeu. O sumo sacerdote voltou a interrogá-lo: «És Tu o Messias, Filho do Deus bendito?».
]Jesus respondeu: «Eu sou. E vós vereis o Filho do homem sentado á direita do Todo-poderoso vir sobre as nuvens do céu».
]O sumo sacerdote rasgou as vestes e disse: «Que necessidade temos ainda de testemunhas?
]Ouvistes a blasfémia. Que vos parece?». Todos sentenciaram que Jesus era réu de morte.
]Depois, alguns começaram a cuspir-Lhe, a tapar-Lhe o rosto com um véu e a dar-Lhe punhadas, dizendo: «Adivinha». E os guardas davam-Lhe bofetadas.
]Pedro estava em baixo, no pátio, quando chegou uma das criadas do sumo sacerdote.
]Ao vê-lo a aquecer-se, olhou-o de frente e disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o Nazareno».
]Mas ele negou: «Náo sei nem entendo o que dizes». Depois saiu para o vestíbulo, e o galo cantou.
]A criada, vendo-o de novo, começou a dizer aos presentes: «Este é um deles».
]Mas ele negou segunda vez. Pouco depois, os presentes diziam também a Pedro: «Na verdade, tu és deles, pois também és galileu».
]Mas ele começou a dizer imprecações e a jurar: «Náo conheço esse homem de quem falais».
]E logo o galo cantou pela segunda vez. Entáo, Pedro lembrou-se do que Jesus lhe tinha dito: «Antes de o galo cantar duas vezes, três vezes Me negarás». E desatou a chorar.
]Logo de manhá, os príncipes dos sacerdotes reuniram-se em conselho com os anciáos e os escribas e todo o Sinédrio. Depois de terem manietado Jesus, foram entregá-lo a Pilatos.
]Pilatos perguntou-Lhe: «Tu és o rei dos judeus?». Jesus respondeu: «É como dizes».
]E os príncipes dos sacerdotes faziam muitas acusações contra Ele.
]Pilatos interrogou-O de novo: «Náo respondes nada? Vê de quantas coisas Te acusam».
]Mas Jesus nada respondeu, de modo que Pilatos estava admirado.
]Pela festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso á sua escolha.
]Havia um, chamado Barrabás, preso com os insurretos que numa revolta tinham cometido um assassínio.
]A multidáo, subindo, começou a pedir o que era costume conceder-lhes.
]Pilatos respondeu: «Quereis que vos solte o Rei dos judeus?»
]Ele sabia que os príncipes dos sacerdotes O tinham entregado por inveja.
]Entretanto, os príncipes dos sacerdotes incitaram a multidáo a pedir que lhes soltasse antes Barrabás.
]Pilatos, tomando de novo a palavra, perguntou-lhes: «Entáo que hei de fazer daquele que chamais o Rei dos judeus?».
]Eles gritaram de novo: «Crucifica-O!».
]Pilatos insistiu: «Que mal fez Ele?». Mas eles gritaram ainda mais: «Crucifica-O!».
]Entáo Pilatos, querendo contentar a multidáo, soltou-lhes Barrabás e, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-O para ser crucificado.
]Os soldados levaram-no para dentro do palácio, que era o pretório, e convocaram toda a coorte.
]Revestiram-no com um manto de púrpura e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido.
]Depois começaram a saudá-lo: «Salve, Rei dos judeus!».
]Batiam-Lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhe e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.
]Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto de púrpura e vestiram-Lhe as suas roupas. Em seguida, levaram-no dali para O crucificarem.
]Requisitaram, para Lhe levar a cruz, um homem que passava, vindo do campo, Simáo de Cirene, pai de Alexandre e Rufo.
]E levaram Jesus ao lugar do Gólgota, quer dizer, lugar do Calvário.
]Queriam dar-Lhe vinho misturado com mirra, mas Ele náo o quis beber.
]Depois, crucificaram-no. E repartiram entre si as suas vestes, tirando-as á sorte, para verem o que levaria cada um.
]Eram nove horas da manhá quando O crucificaram.
]O letreiro que indicava a causa da condenaçáo tinha escrito: «Rei dos Judeus».
]Crucificaram com Ele dois salteadores, um á direita e outro á esquerda.
]Deste modo, cumpriu-se a passagem da Escritura que diz: «Foi contado entre os malfeitores».
]Os que passavam insultavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: «Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias,
salva-Te a Ti mesmo e desce da cruz».
]salva-Te a Ti mesmo e desce da cruz».
]Os príncipes dos sacerdotes e os escribas troçavam uns com os outros, dizendo: «Salvou os outros e náo pode salvar-Se a Si mesmo!
]Esse Messias, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para nós vermos e acreditarmos». Até os que estavam crucificados com Ele O injuriavam.
]Quando chegou o meio-dia, as trevas envolveram toda a Terra até ás três horas da tarde.
]E ás três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: «Eloí, Eloí, lemá sabactáni?», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?».
]Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram: «Está a chamar por Elias!».
]Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta duma cana, deu-Lhe a beber e disse: «Deixa ver se Elias vem tirá-lo dali».
]Entáo Jesus, soltando um grande brado, expirou.
]O véu do Templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo.
]O centuriáo que estava em frente de Jesus, ao vê-lo expirar daquela maneira, exclamou: «Na verdade, este homem era Filho de Deus».
]Estavam também ali umas mulheres a observar de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, máe de Tiago e de José, e Salomé,
]que acompanhavam e serviam Jesus quando estava na Galileia, e muitas outras que tinham subido com Ele a Jerusalém.
]Ao cair da tarde – visto ser a Preparaçáo, isto é, a véspera do sábado –,
]José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, foi corajosamente á presença de Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.
]Pilatos ficou admirado de Ele já estar morto e, mandando chamar o centuriáo, perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido.
]Informado pelo centuriáo, ordenou que o corpo fosse entregue a José.
]José comprou um lençol, desceu o corpo de Jesus e envolveu-O no lençol; depois depositou-O num sepulcro escavado na rocha e rolou uma pedra para a entrada do sepulcro.
]Entretanto, Maria Madalena e Maria, máe de José, observavam onde Jesus tinha sido depositado.


Anunciação do Senhor()

O título atual e antigo desta solenidade mostra o seu carácter cristológico mais que mariano. É a solenidade do grande mistério cristáo, da Encarnaçáo do Verbo de Deus. É a celebraçáo litúrgica e agradecida daquela frase inspirada e densa da Águia da ilha de Patmos: E o Verbo fez-Se carne. A data de 25 de março foi determinada em funçáo do Nascimento de Jesus que é celebrado exatamente nove meses depois.No Oriente, a Encarnaçáo do Senhor já era celebrada antes do ano de 446 enquanto no Ocidente só aparece nos Sacramentários Gelasiano e Gregoriano do primeiro período carolíngio.O mistério comemorado nesta festa é a Conceiçáo do Filho de Deus no seio da Bem-aventurada Virgem Maria. S. Lucas deixou-nos, no primeiro capítulo do seu Evangelho, uma narraçáo simples e grandiosa.A Encarnaçáo realiza-se na aldeia de Nazaré ocultada dos olhares curiosos dos homens, onde,cinco ou seis anos antes de começar a era cristá, vivia em simplicidade e oraçáo uma jovem chamada Maria, órfá de pai e máe. Era a única filha de Adáo isenta do pecado original desde que fora concebida imaculada, em resultado dum milagre único. Deus esgotara nela os tesouros do seu amor e omnipo­tência para lhe embelezar o corpo e a alma.A Virgem estava recolhida em oraçáo, talvez meditando na profecia de Isaías sobre a donzela que havia de dar á luz um menino. O anjo disse-lhe: Paz, cheia de graça. (Os Gregos, ao encontrarem-se, desejavam mutua­mente a alegria; os Romanos, a saúde; os Semitas, entáo como hoje, a paz.)As palavras do anjo, mais que a sua presença, preocuparam momentaneamente Maria até que o anjo Gabriel a tranquilizou, explicando-lhe o sentido das mesmas.Náo tenhas receio, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar á luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo. O Senhor dar-lhe-á o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado náo terá fim.A Virgem estava familiarizada com a Sagrada Escritura e compreendeu imediata­mente do que se tratava.Maria crê nas palavras do anjo, mas encontra obstáculos. Em consciência está ligada com uma promessa de virgindade, incompatível, humanamente falando, com a maternidade. Como será isso se náo conheço homem?No entanto oanjo resolve-lhe, em nome de Deus, a dificuldade, explicando-lhe o modo so­brenatural e milagroso como há de chegar a ser máe: Maria náo tem de temer pela sua virgindade. Ela, a cheia de graça, receberá efusáo nova no momento em que Deus a envolver com o seu poder criador. Aquele que há de nascer dela, sem cooperaçáo nenhuma de homem, mas só pela atividade do Espírito Santo, será verdadeiramente Filho de Deus.Gabriel cumpriu a sua missáo e só espera o consentimento de Maria. Ela náo o pode recusar e aceita-o na pessoa da Virgem-Máe:Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.Fonte:Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga


S. Tarásio(patriarca de Constantinopla, séc. VIII)

Sáo TarásioTarásios nasceu em 730, em Constantinopla, entáo capital do Império Romano e era filho do prefeito dessa cidade. Recebeu educaçáo cristá, e ume vasta cultura literária. Quando terminou os estudos, foi nomeado chanceler pelo imperador Constantino VI. Tarásios tinha muito prestígio na corte pelos conhecimento evirtudes cristás que tinha. Acabou por ser nomeado patriarca de Constantinopla e defendeu o culto e a veneraçáo de imagens na Igrejaque era considerado uma heresia.Com o 7º concílio Ecuménico (Niceia, 787), ficou tudo definitivamente resolvido.Fundou um mosteiro e abriu um hospital e vários abrigos para os pobres, que ele recebia á sua mesa como convidados, sendo ele quem os servia um por um. Fazia questáo de dar o exemplo e suas atitudes diárias eram todas condizentes com o que pregava. Náo fazia cedências chegando mesmo a ser ameaçado de morte peloi Constantino VI imperador que pretendia conseguir da Igreja o divórcio. Tarásio tinha o Papa e todos os bispos do Oriente e do Ocidente a seu lado e Constantino acabou por morrer sem conseguir o seu intento.Tarásios tinha grande espírito de serviço, e quando o questionaram sobre o seu especial cuidado com os pobres: "Minha única ambiçáo é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir e náo para ser servido".Tarásios morreu aos setenta e seis anos, no ano 806 e foi sepultado no "Santuário de Todos os Mártires" do convento por ele fundado em Bósforo.https://anunciacaoortodoxa.blogspot.com/2014/02/sao-tarasios-25022014.html

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Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2018 / Missal Católico de marco 2018

Publicado: 2026-07-14T18:16:27Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:27Z