Missal Católico do dia: Segunda-Feira, Marco 12 2018

Segunda-feira da 4ª semana da Quaresma

Segunda-feira da 4ª semana da Quaresma

1. Leitura

Livro de Isaías

65,17-21.

]Assim fala o Senhor: «Eu vou criar os novos céus e a nova terra e náo mais se recordará o passado, nem voltará de novo ao pensamento.
]Haverá alegria e felicidade eterna por aquilo que Eu vou criar: vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo e do seu povo uma fonte de alegria.
]Exultarei por causa de Jerusalém e alegrar-Me-ei por causa do meu povo. Nunca mais se háo de ouvir nela vozes de pranto nem gritos de angústia.
]Já náo haverá ali uma criança que viva só alguns dias, nem um velho que náo complete o número dos seus anos, porque o mais novo morrerá centenário e quem náo chegar aos cem anos terá incorrido em maldiçáo.
]Construiráo casas e habitaráo nelas; plantaráo vinhas e comeráo os seus frutos».

Salmo

Livro dos Salmos

30(29),2.4.5-6.11-12a.13b.

]Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes
e náo deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.
]Tirastes a minha alma da mansáo dos mortos,
vivificastes-me para náo descer á cova.
]Cantai salmos ao Senhor, vós, os seus fiéis,
e dai graças ao seu nome santo.
]A sua ira dura apenas um momento
e a sua benevolência a vida inteira.
Ao cair da noite vêm as lágrimas
e ao amanhecer volta a alegria.
]Ouvi, Senhor, e tende compaixáo de mim,
Senhor, sede Vós o meu auxílio.
]Vós convertestes em júbilo o meu pranto:
]Senhor, meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

Evangelho

Evangelho segundo São João

4,43-54.

]Naquele tempo, Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia.
]Ele próprio tinha declarado que um profeta nunca era apreciado na sua terra.
]Ao chegar á Galileia, foi recebido pelos galileus, porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém, por ocasiáo da festa, a que também eles tinham assistido.
]Jesus voltou novamente a Caná da Galileia, onde convertera a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real cujo filho se encontrava doente.
]Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho, que estava a morrer.
]Jesus disse-lhe: «Se náo virdes sinais e prodígios, náo acreditareis».
]O funcionário insistiu: «Senhor, desce, antes que meu filho morra».
]Jesus respondeu-lhe: «Vai, que o teu filho vive». O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho.
]Já ele descia, quando os servos vieram ao seu encontro e lhe disseram que o filho vivia.
]Perguntou-lhes entáo a que horas tinha melhorado. Eles responderam-lhe: «Foi ontem á uma da tarde que a febre o deixou».
]Entáo o pai verificou que áquela hora Jesus lhe tinha dito: «O teu filho vive». E acreditou, ele e todos os de sua casa.
]Foi este o segundo milagre que Jesus realizou, ao voltar da Judeia para a Galileia.


Santa Josefina (ou Santa Serafina)(penitente, +1253)

Santa Josefina (ou Santa Fina)Josefina, cuja vida foi escrita por um autor quase contemporáneo, nasceu na aldeia de S. Geminiano, na Toscana, Itália, na primeira metade do século treze. No momento em que parecia mais vigorosa e robusta, Josefina, que era muito bela, foi atingida quase subitamente por uma doença grave. Uma espécie de contraçáo dos nervos obrigou-a a ficar imóvel sobre o leito. Somente a cabeça náo foi atingida pelo mal. Deus conservou-lhe a lucidez a fim de que se pudesse unir a Ele na oraçáo e no sacrifício.Permanecia de dia e de noite deitada sobre o lado, sempre na mesma posiçáo, formando-se com o tempo uma grande chaga onde se desenvolveram os vermes. Algumas vezes, quando estava só, além das moscas e dos mosquitos, vinham os ratos mordê-la, sem que pudesse fazer o mais leve movimento para os afastar. Todo este conjunto de horroroso martírio durou cinco anos sem que Josefina proferisse uma palavra de queixa. Colada ao pobre leito por suas chagas, era uma imagem viva de Cristo pregado á cruz. A sua pobreza tornou-se extrema. Tudo sofria com grande resignaçáo. Durante a doença, foi provada por uma grande desgraça. Um dia sua máe, ao entrar em casa, mal tinha transposto o limiar da porta, caiu pesadamente, como se alguém a tivesse atirado contra o cháo. Josefina, que estava no andar superior, ouviu o ruído e chamou sua amiga Boaventura: "Minha irmá, desce depressa para ver o que aconteceu a minha máe". Boaventura desceu e encontrou a pobre mulher sem movimento e sem vida. "Pobre Josefina!", exclamou chorando, "que há de ser de ti? Tua máe está morta, estendida por terra!" A estas palavras, a doente levantou os olhos ao céu para oferecer a Deus este terrível sacrifício. Entretanto, aproximou-se o fim do exílio de Josefina. Tinha grande devoçáo a S. Gregário papa, que lhe apareceu um dia e lhe disse: "Minha filha, prepara-te, no dia da minha festa (entáo a 12 de março) virás ter connosco. O Esposo celeste espera-te na glória".A partir deste dia, o seu corpo foi enfraquecendo cada vez mais e a cabeça foi atacada de vivas dores. Ao aproximar-se a festa de S. Gregário, preparou-se a doente como uma noiva se prepara para o dia das núpcias: confissáo geral, Eucaristia e Unçáo dos enfermos, entretendo-se depois somente com Deus numa oraçáo contínua. Foi encontrada morta na manhá de 12 de março de 1353, com os lábios num sorriso e o corpo a desaparecer debaixo dum manto dessas violetas a que, ainda hoje, na regiáo Toscana, chamam finas em memória da santa. Quando se levantou o corpo das tábuas que lhe tinham servido de leito, ficaram pegados á madeira, meio apodrecida, grandes pedaços de carne. Mas, ah maravilha! Exalava-se um perfume celeste de todas as úlceras.Deste modo, diz o historiador, glorificava Deus a virgindade da sua heroica serva.Depois das orações do costume, o clero queria dar-lhe sepultura, mas a gente opôs-se, ficando o corpo exposto durante três dias na capela-mor da igreja.Santos de Cada Dia - Editorial A.O - Braga


Santo Inocêncio I(papa, +417)

Papa Sáo Inocêncio IInocêncio, nascido em Albano, perto de Roma, sucedeu ao papa Santo Anastácio I, em 402. Mostrou-se ardoroso defensor das prerrogativas romanas, assegurou ao bispo de Tessalónica a preeminência sobre os outros bispos da filia oriental, continuou a obra de S.Cirício na organizaçáo da disciplina eclesiástica (celibato eclesiástico, administraçáo dos sacramentos e jurisdiçáo dos sínodos provinciais), e procurou, embora em váo, estabelecer a paz entre o fraco imperador Honório e Alarico, rei dos Godos, e interveio em favor de S. Joáo Crisóstomo, exilado. Mas os seus esforços náo puderam embargar Alarico de pôr a saque Roma em 410. Confirmou as actas de dois concílios realizados na África contra os pelagianos, e deu muitas provas de sabedoria e de ciência nas suas respostas ás consultas dos bispos.Foi durante o seu pontificado que Sáo Jerónimo terminou a revisáo da traduçáo latina da Bíblia conhecida como Vulgata Latina, em 404.Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga


S. Luís Orione(sacerdote, fundador, +1940)

S. Luis OrioneO Papa Joáo Paulo II, em 1980, colocou diante dos nossos olhos um grande exemplo de santidade, expressa na caridade: Luís Orione. Este novo santo italiano, nasceu em 1872 e bem cedo percebeu o chamamento do Senhor ao sacerdócio. Ao entrar para o Oratório, em Turim, recebeu no coraçáo as palavras de S. Francisco de Sales, proferidas por S. Joáo Bosco: "Um terno amor ao próximo é um dos maiores e mais excelentes dons que a Divina Providência pode conceder aos homens".Luís Orione nasceu emPontecurone,na diocesedeTortona,a23de junho de1872.Mesmo sentido uma grande e profunda vocaçáo para o sacerdócio, Luís apoiou, durante três anos, o pai como ajudante de calceteiro. Luís ansiava, verdadeiramente, estudar para se tornar sacerdote e, com 13 anos foi aceite no convento franciscano deVooguera, contudo, uma pneumonia colocou Luís em risco de vida e este teve de voltar para junto da sua família. Mas a sua vontade de se tornar sacerdote náo terminou para aí, e mais tarde, em 1886 foi aluno do oratório de Valdoco, em Turim.Bosco, embora já muito idoso, reconheceu logo em Luís qualidades inequívocas, colocando-o logo entre os seus favoritos: “Nós seremos sempre amigos”.A 16 de outubro de 1889, Luís iniciou o curso de filosofia no seminário de Tortona. Ainda jovem seminarista mergulhou nos problemas sociais e eclesiais que agitavam aquela época e dedicou-se á solidariedade para com o próximo, apoiando a Sociedade de Mútuo Socorro e a Conferência de Sáo Vicente de Paulo.Em 1892, agora clérigo, abriu emTortonaum oratório, e no ano seguinte um colégio. Em 1895 foi ordenado sacerdote.Á volta do jovem fundador cresceram seminaristas e sacerdotes que formaram o primeiro núcleo da Pequena Obra da Divina Providência. Em 1903, o bispo de Tortona reconheceu, canonicamente, a Congregaçáo religiosa masculina que tinha como carisma apostólico “colaborar para levar os pequenos, os pobres e o povo da Igreja ao Papa, através das obras de caridade”.Depois do terrível terremoto de 1908, o Padre Luís Orione acorreu a MessinaeReggio Calabriapara prestar socorro, assistiu os órfáos e a populaçáo em geral. É nomeado porPio X vigário geral da diocese deMessina. Depois de ter deixado a Sicília, Luís Orione continuou a ocupar-se da expansáo da sua Congregaçáo, disponibilizando ajuda em toda a Itália por ocasiáo da Primeira Guerra Mundial.Em 1915, fundou o ramo feminino, a Congregaçáo das Pequenas Irmás Missionárias da Caridade– animadas pelo mesmo carisma e dedicadas a oferecer aos mais necessitados a Providência de Deus e a maternidade da Igreja -, ás quais se juntaram, em 1927, asIrmás Adoradoras Sacramentinas Invisuais e, posteriormente, as Contemplativas de Jesus Crucificado. Pretendendo envolver os leigos nos caminhos da caridade fundou ás associações das Damas da Divina Providência, dos Ex- Alunos e dos Amigos. Mais tarde surgiu também o Instituto Secular Orionino e o Movimento Laical Orionino.As escolas, os colégios, as obras de caridade e a assistência multiplicaram-se por grande parte do mundo, na América Latina, nos Estados Unidos, em Inglaterra, na Albánia, estava assim realizado o sonho do padre Luís Orione. A 12 de março de 1940 Dom Orione morreu numa casa da Pequena Obra emSanremo.Luís teve sempre na mente as palavras de Dom Bosco: “seremos sempre amigos” e só depois de ter rezado longamente sobre o túmulo do Santo é que se convenceu de que o Senhor náo o queria entre os salesianos.Dom Orione nunca se esqueceu do modelo de Valdocco, tanto que dizia muitas vezes: “caminharia sobre carváo a arder para ver uma vez mais Dom Bosco, e dizer-lhe obrigado”.https://www.salesianos.pt/biografia/s-luis-orione/

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Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2018 / Missal Católico de marco 2018

Publicado: 2026-07-14T18:16:27Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:27Z