Missal Católico do dia: Segunda-Feira, Junho 3 2019

São Carlos Lwanga e companheiros, mártires – memória

São Carlos Lwanga e companheiros, mártires – memória

1. Leitura

Livro dos Atos dos Apóstolos

11,21b-26.13,1-3.

]Naqueles dias, foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.
]A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém e mandaram Barnabé a Antioquia.
]Quando este chegou e viu a açáo da graça de Deus, encheu-se de alegria e exortou a todos a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coraçáo sincero;
]era realmente um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidáo aderiu ao Senhor.
]Entáo Barnabé foi a Tarso procurar Saulo
]e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia. Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de «cristáos».
]Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores: Barnabé, Simeáo, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaen, irmáo colaço do tetrarca Herodes, e Saulo.
]Estando eles a celebrar o culto do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que os chamei».
]Entáo, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as máos e deixaram-nos partir.

Salmo

Livro dos Salmos

98(97),1.2-3ab.3cd-4.5-6.

R/ R/ Todos os confins da terra viram a salvaçáo do nosso Deus.

]Cantai ao Senhor um cántico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua máo e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.
]O Senhor deu a conhecer a salvaçáo,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
]Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
]em favor da casa de Israel.
]Os confins da Terra puderam ver
]a salvaçáo do nosso Deus.
]Aclamai o Senhor, Terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
]Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
]ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.

Evangelho

Evangelho segundo São Mateus

10,7-13.

]Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus.
]Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
]Náo adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas;
]nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento.
]Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar.
]Ao entrardes na casa, saudai-a,
]e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se náo for digna, volte para vós a vossa paz».


S. Carlos Lwanga e companheiros(mártires do Uganda, padroeiros de África, +1885-87)

A 18 de Outubro de 1964, Paulo VI canonizou estes 22 mártires do Uganda, os únicos entre os cem sobre os quais dispomos de documentaçáo concreta. Foram executados entre 1885 e 1887 por ordem do rei Muanga que, acirrado pelos muçulmanos e com receio de ver diminuído o comércio dos escravos, decidiu aniquilar o nome cristáo.Entre os jovens que serviam o rei havia um pequeno grupo de 20 cristáos chefiados por Carlos Lwanga, jovem de 20 anos, batizado a 15 de Novembro de 1885. No dia 25 de Maio de 1886 o rei mandou chamar um dos pajens. Ao saber que náo aparecia porque estava a aprender a catequese de Cristo mandou que o esfaqueassem de imediato.No dia seguinte, o rei Muanga reuniu o conselho e com ele acordou aplicar pena capital aos pajens cristáos que náo apostatassem. Mandando reunir todos os jovens, ordenou: “Os que rezam, váo para ali, para junto da estacada; os que náo rezam, fiquem aqui, ao pé de mim.”Ao ouvir tais palavras, Carlos Lwanga ergueu-se, tomou pela máo o mais novo, atravessou o local e colocou-se no lugar indicado; seguiram-no mais doze. Todos foram condenados á morte e levados para Namungongo, onde devia ter lugar a execuçáo. Pelo caminho juntaram-se mais alguns jovens que professavam a religiáo católica tendo alguns sido imolados imediatamente.Na tarde do dia 27 o cortejo chegou a Namugongo. Os pajens apareceram de corda ao pescoço, de máos atadas, pálidos, desfeitos de fome e cansaço, mas dando graças a Deus por os ter conservado firmes na fé.No dia 3 de junho foram martirizados pelo fogo. O murmúrio de orações foi crescendo á medida que o sofrimento aumentava, mas sem gritos, nem súplicas, nem cobardias ou maldições. Por fim, as vozes cessaram e as vítimas voaram para o céu.Para Carlos Lwanga o cruel algoz reservou o suplício do fogo lento sem que lhe conseguisse arrancar a mais pequena queixa.O suplício das 22 vítimas do Uganda teve enorme repercussáo no mundo inteiro. O Papa Pio X introduziu a causa de beatificaçáo dos veneráveis servos de Deus, Carlos Lwanga, Matias Kalemba e companheiros. Bento XV beatificou-os a 6 de Junho de 1920. A 18 de Outubro de 1964, na sua viagem apostólica ao Uganda, o Papa Paulo VI canonizou-os.Fonte:Santos de cada Dia – Editorial A.O. – Braga


Santo Ovídio(bispo lendário de Braga, mártir, séc. I)

Santo OvídioCidadáo romano, teria assistido ás pregações de Pedro e Paulo e unido as suas forças ao ímpeto evangelizador dos primeiros tempos da Igreja. S. Clemente, Papa, teria reconhecido nele qualidades de pastor e enviado á Hispánia a fim de reger a jovem Igreja Bracarense. No noroeste peninsular, teria sido um apóstolo fervoroso e dado um visível esplendor ao cristianismo nascente. A tradiçáo diz ainda que foi martirizado, encontrando-se hoje as suas relíquias na Sé de Braga.

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Categoria: Missa por Ano / Missal Católico 2019 / Missal Católico de junho 2019

Publicado: 2026-07-14T18:16:36Z | Modificado: 2026-07-14T18:16:36Z